sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vinil ou CD? A velha “briga” dos DJs Pt.01


Uma discussão em todo o mundo essa questão de tocar só de CD, em pleno ano de 2009 muitos profissionais acabaram optando somente pelo formato digital devido a uma série de fatores.

O CD foi lançado comercialmente no mercado há um pouco mais de 20 anos, de certa forma assombrando aqueles que sonhavam com toda essa evolução digital.

No início a mídia era cara, mas já compensava pelo armazenamento de áudio, a total praticidade aliada com a pureza do som, por outro lado, o preço dos equipamentos profissionais eram “salgadíssimos” e os aparelhos não tinham tantos recursos comparados aos CDPlayers disponibilizados no mercado atualmente, inclusive tinha uma certa marca de CDPlayer profissional que empenava os CDs se ficassem muito tempo tocando!

Mesmo com todas essas aparentes vantagens da mídia digital, alguns DJs segmentados permaneceram fiéis ao vinil, com o antigo discurso que a sonoridade do vinil (importado) é melhor que o som digital, mesmo ambos sendo executados em aparelhos profissionais.

Isso já foi comprovado em testes, e os próprios DJs que tocavam de vinil (som analógico) e migraram para o CD (som digital) sabem disso.

A acústica do vinil (12”, picture ou EP) para pista de dança é realmente bem melhor que o CD. No Curso de DJ na Casa da Matriz que eu ministro, já demonstrei e provei isso aos alunos e alunas.

Como chegar a essa conclusão?

Coloque um CD single importado no CDPlayer, avance até a parte mais cheia da música (geralmente aos dois minutos e trinta segundos dependendo do estilo que for testado), nesse exato ponto acerte o ganho no mixer na pré-escuta e deixe em zero decibéis, faça o mesmo procedimento com um vinil (12” importado), de preferência com a mesma música do CD single para poder comparar os timbres, feito esse procedimento repare no contra-tempo uma dinâmica mais agradável na execução do vinil, certos efeitos em qualquer timbre o(a) ouvinte notará um algo mais na música que é reproduzida no vinil, esse teste deve ser feito somente em equipamento profissional com um bom P.A.

Se o(a) leitor(a) desse Blog não tem um som profissional, também poderá fazer esse teste utilizando um fone de algum amigo que é DJ, o som do vinil no fone também tem mais “peso” comparado ao CD, obviamente fazendo a checagem de volume em zero decibéis conforme o exemplo citado acima e ouvindo a mesma música nas duas mídias (digital e analógica).

domingo, 15 de novembro de 2009

No Limits 04


No Limits 04 Sets repletos de vinis 12” e EPs

Para quem ama o som analógico, esse episódio é um verdadeiro paraíso.

Primeiro set:

01:: Benjamin Fehr – Seeing mine warning me EP Catenaccio Records
02:: Christian Burkhardt – Kreiskollaps 12” Oslo
03:: Nudisco – Prepare to blast (Kanio remix) 12” Yellow Tail Records
04:: Kraftwerk – Aerodynamik (Alex Gopher/Etienne De Crecy Dynamik mix) 12” EMI Records
05:: Burrini & Pompili – Summer EP Mallory Records

Segundo set:

01:: Guru – Respect the architect (Buckwild remix) 12” Cooltempo
02:: P-Ski Mac – Rollin’on the Southside (Bass on the Southside) 12” Warlock Records
03:: Simply Red – Never never love (DJ Muggs master mix) 12” East West
04:: Tameka Starr – Going in circles (Club version) 12” Calypso Records
05:: Caron Wheeler – Livin’in the light (Markin remix) Digital Plate
06:: The JB aka Jason Ball – Back to life (V.I.P. mix) 12” Back to Basic Recordings

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

História da Música Eletrônica Pt. 03


No início dos anos 60, Henry fundava o seu próprio estúdio, Xenakis já começava a utilizar os computadores, dois exemplos entre as muitas outras linhas de inovação, chegando assim ao fim o monopólio de Schaeffer.

No curso de Darmstadt do Verão de 1950, os cientistas Robert Beyer e Meyer Eppler apresentaram trabalhos sobre a síntese sonora eletrônica que despertaram o interesse de alguns dos compositores presentes, entre eles Herbert Eimert.

Os três homens formaram uma associação informal que, com o apoio do diretor técnico da Rádio de Colônia, foi pioneira na criação de estúdio de Música Eletrônica na Alemanha. As primeiras experiências musicais apresentadas em Paris, datam de 1952 e revelam a utilização de técnicas de serialismo integral, na seqüência do desenvolvimento pós Segunda Escola de Viena.

Os processos de composição em serie foram o motor do desenvolvimento da síntese eletrônica, com o intuito de poder manipular individualmente cada uma das propriedades dos sons, distanciando-os assim da sua origem primitiva.

A grande questão punha-se: “será que os sons eletrônicos, enquanto fonte universal de material sonoro, podem gerar um sistema estruturado coerente correspondente ao tonalismo?” A resposta estaria num estudo mais aprofundado da síntese sonora, com base nos conhecimentos matemáticos da acústica musical.

Foi consensual que o gerador de sinais era o instrumento mais adequado como fonte do material eletrônico. Produz sons sinusoidais (simples) que sobrepostos formam todos os outros sons.

Outros aparelhos foram utilizados: geradores de ruídos, o Monochord e o Melochord (um instrumento com a capacidade de produzir Klangemodelle, ou seja, sons formados por sobreposição de determinadas frequências). O estúdio foi amplamente divulgado na comunidade musical.

Stockhausen foi um dos compositores que estabeleceu uma longa ligação com o estúdio. Lá, realizou muita das suas obras, entre elas os Studier I e II. Utilizou nesses estudos ferramentas como o cálculo de frequências com base em relações harmônicas, o serialismo de intensidades e durações, o eco e a reverberação, a inversão sonora ou a note mixtur. A técnica da note mixtur baseia-se na sobreposição de sons sinosoidais que não apresentam relações harmônicas com um som fundamental.

Na produção do efeito de reverberação, utilizavam-se inicialmente câmaras de reverberação onde o som era emitido e regravado. Caíram em desuso pelo espaço que ocupavam e foram substituídas por métodos mais simples. Para a modulação dos sons eram utilizados filtros afinados para certos centros de freqüências, que permitiam favorecer ou empobrecer o som num certo campo de harmônicos. Kontakte (1950-1960) é uma das obras mais importantes de Stockhausen, que combina sons eletrônicos com a execução em tempo real de partes para piano e percussão.

A tecnologia erase-record-replay desenvolvida inicialmente para a produção de eco, foi então explorada de outras formas, na criação de Loops, por exemplo. Outra das características importantes na obra é a utilização da espacialização, através da colocação alto-falantes de forma conveniente no espaço de execução. Outros compositores, tais como: Brün, Hambräus, Heiss, Kagel, Koenig, Ligeti e Pousseur contribuíram para a extensa produção do Estúdio de Colônia. Estes criadores de Elektronische Musik, constituíram a face oposta à corrente francesa da musique concrète, complementando-se no desenvolvimento da eletroacústica até meados de 1960.

Ajude a divulgar a cultura da Música Eletrônica passando o link desse Blog para futuros adeptos.

Não percam a próxima postagem!

História da Música Eletrônica Pt. 02


Na década de 1930, os principais avanços foram nos sistemas de gravação. Depois de tentado um sistema de gravação óptica, revelou-se mais vantajosa a gravação em suporte magnético. O maior avanço ocorreu na Alemanha em 1935, com a invenção do Magnetofone, que utilizava fitas plásticas impregnadas de partículas de ferro. A fita magnética não permitia, no entanto a visualização por meio de gráficos do som, desvantagem que teve pouca importância.

Até 1945, as principais linhas de desenvolvimento foram na concepção do som musical, no interesse pelos princípios da acústica, que permitiram o avanço no campo da Música Eletrônica.
A Segunda Guerra Mundial forçou o desenvolvimento tecnológico a vários níveis que, cessado o fogo, se revelou determinante no progresso da Música Eletrônica. O clima de reconstrução econômica proporcionou incentivos de várias instituições, sobretudo das emissoras de rádio, que dispunham de estúdios bem equipados.

Em Paris e Colônia (Alemanha) estabeleceram-se duas diferentes correntes na música eletroacústica que duraram toda a segunda metade do Séc. XX: respectivamente a corrente da musique concrète e a elektronische Musik. O grupo francês foi resultado da iniciativa de Pierre Schaeffer, engenheiro eletrotécnico, criador do conceito de musique concrète, assim chamada por partir da gravação e tranformação em estúdio de objetos sonoros (sons do ambiente, dos ruídos aos instrumentos musicais) recusando a utilização de instrumentos eletrônicos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Início. Parte 4 (final)

Em 2008, finalmente após oito anos sem fazer rádio surge, o Programa de sets mixados Alopration Crew, produzido e mixado By Yanay em Podcast, o sucesso foi imediato, na primeira postagem em abril desse mesmo ano foram registrados 250 downloads e isso surpreendeu, aos poucos esse registro foi aumentando.

Em um ano e sete meses o Alopration Crew registra uma média de 1.450 downloads todos os meses e mais de 15.800 feedviews. Uma marca impressionante para um programa que raramente toca som comercial e tem como principal finalidade resgatar os sets mixados com vinil, dando ênfase ao Old School (House, Techno, Hardcore, Deep House) e também Drum & Bass, Electro, Minimal, Rhythm & Blues, Trip Hop e etc.

Dinamismo, bom humor, locução profissional e mantendo o padrão da didática sempre ilustrando o tipo de mídia utilizada; umas das coisas que aumentaram os downloads e deu uma grande credibilidade foi a postagem das fotos dos vinis 12”, EPs e picutres no Orkut, Fotolog, Blog, Twitter e Facebook do Alopration Crew.

O lastro que esse programa conseguiu em pouco tempo é algo singular, não podemos esquecer que estamos em 2009 e essa renovação da geração que nasceu no final da década de 1980 e início da década de 1990 já chegou no CD, então o vinil acaba sendo novidade, isso é importante mencionar.

This is Alopration Crew!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Início. Parte 3

Apesar do nome Underground, a proposta dessas festas não era tocar Música Eletrônica Experimental ou Rock Alternativo como tema e sim Funk carioca, Axé e até Pagode, na concepção desses produtores, Underground era sinônimo de festa grande e com isso tudo, Yanay percebeu que produzir um Programa na WEB com o nome Underground Beat não causaria o mínimo impacto.

Foi então que surge a idéia de criar um novo nome, um programa com um formato que tivesse a mesma dinâmica e seguisse de certa forma uma linha menos comercial possível, porém sem radicalismos, afinal de contas, Internet tem um alcance infinitamente superior em relação as FMs alternativas.

Eis que surge em 2008 o nome Alopration Crew By Yanay, com a duração de apenas uma hora, com dois sets mixados e a participação de Little Monster, Jean Paron e Roquinho, personagens que já atuavam de forma discreta no Underground Beat e passaram para a linha de frente do Alopration Crew.

Durante esse período afastado de rádio, a pesquisa foi árdua para realmente atingir um público maior e reconquistar o espaço que ficou vazio devido aos problemas de ilegalidade das FMs Alternativas cariocas.

domingo, 8 de novembro de 2009

O Início. Parte 2

Em 1998, o Underground Beat era transmitido por três FMs, dessa forma abrangendo 70% do Rio de Janeiro, foi o topo do programa que inclusive foi filmado pela Rede Globo, tendo assim uma projeção nacional e internacional sendo citado em revista na França e em várias revistas especializadas sobre Dance Music como por exemplo a DJ Sound na coluna Garage do DJ Dudu Dub em 1997.

Em 2000, devido a total ilegalidade das FMs e o número de inúmeras rádios surgindo de forma desorganizada a cada semana, Yanay resolveu parar com o projeto para evitar problemas sérios, várias pessoas envolvidas com rádios piratas foram presas, muitos proprietários ainda respondem processos e com isso o público ficou sem alternativa.

Com a proliferação da Internet e a inclusão digital, Yanay começou a pesquisar para viabilizar uma nova proposta, ou seja, ter um programa de sets mixados na WEB.

O termo Underground já estava desgastado pela mídia, muito produtores sem saber o que realmente significava o termo Undeground realizavam eventos com os seguintes nomes: Caldeirão Underground, Underground Beach, Underground Fest e etc...

Apesar do nome Underground, a proposta dessas festas não era tocar Música Eletrônica Experimental ou Rock Alternativo como tema e sim Funk carioca, Axé e até Pagode, na concepção desses produtores.